🥇 Autismo – Saiba tudo sobre este transtorno 🤔

O autismo é um transtorno que se dá no desenvolvimento do sistema nervoso e prejudica a capacidade de interagir e de se comunicar, originando danos à linguagem e sociabilidade do indivíduo. Esse transtorno também recebe o nome de Transtorno do Espectro Autista (TEA), porque, como você verá adiante, existem diferentes graus e níveis de autismo, distribuídos dentro de um espectro. O autismo uma doença considerada comum, que afeta cerca de 150 mil pessoas por ano, aqui no Brasil.

O problema dessa doença envolve o preconceito que seus portadores sofrem. Os pacientes vítimas do autismo também sofrem nas mãos da sociedade, que estimula todo o tipo de discriminações devido à falta de informação. Visto que a enfermidade se manifesta desde a infância, essa questão também envolve a falta de preparo das escolas e creches. Existem diversos relatos de crianças autistas que sofrem bullying na escola por parte de seus próprios colegas. Todos nós sabemos que esse tipo de marginalização gera profundos traumas na psique de uma pessoa, muitas das vezes de forma irreversível.

Ainda não existem pesquisas conclusivas sobre qual é a causa do autismo. Alguns ponderam sobre as questões genéticas e hereditárias da doença, outros, no entanto, apontam uma disfunção no próprio sistema cerebral. Contudo, não existem conclusões precisas em nenhum dos dois lados. Isso leva a uma ignorância geral em relação a esse transtorno, o que consequentemente acaba agravando o problema do preconceito e também dificultando as pesquisas sobre os melhores métodos de tratamento e de uma eventual cura para esta doença.

Quais as características do Autismo?

Como visto anteriormente, o autismo é um transtorno que se manifesta desde o período da infância. A criança com autismo apresenta, sobretudo, dificuldade em socializar com as crianças de sua idade. No entanto, nem toda falta de sociabilidade pode ser relacionada diretamente a um quadro autista.

Muitas vezes, existe apenas uma grande timidez relacionada à personalidade da criança. É super importante procurar uma opinião médica antes que você chegue a um diagnóstico por conta própria. Os profissionais responsáveis pelo diagnóstico são os psicólogos e os psiquiatras.

Se você reconhecer alguns dos sintomas de autismo em seu filho ou filha, é importantíssimo levar a criança a um atendimento médico o quanto antes. Quanto mais cedo houver a confirmação do diagnóstico, mais chances a criança terá de levar uma vida saudável e ser um membro ativo na sociedade. Tudo isso é parte de um processo médico, que deve ser começado o mais cedo possível. Dessa forma, as chances de uma maior sociabilidade e comunicabilidade da criança serão bem maiores. Existem diversos casos que apontam para essa possibilidade. Tudo se inicia com o diagnóstico.

Quais os sintomas do autismo?

Primeiramente, é sempre muito importante se atentar aos sintomas e, caso a criança demonstre um ou mais deles, ela deve ser levada o quanto antes a um profissional da área.

Os sintomas do autismo abrangem o aspecto da comunicação e da sociabilidade da criança. Existem vários graus desse transtorno, e cada pessoa manifesta o autismo de diferentes formas. É preciso muita atenção para os seguintes comportamentos na sua criança:

  • Dificuldade em se relacionar com as outras pessoas, muitas vezes não conseguindo manter uma conversa ou o contato físico (abraços, beijos etc.);
  • Dificuldades na alfabetização, como quando a criança não consegue ler, escrever, desenhar. Em suma: quando não é capaz de se expressar de forma adequada utilizando os meios gráficos e verbais comuns;
  • Repetição de padrões de comportamento, como reorganizar brinquedos de forma constante, repetição de palavras, sons ou palmas com muita frequência;
  • Ataques de fúria, stress e raiva em situações de frustração de expectativas (por exemplo quando os brinquedos e objetos estão fora daquele padrão desejado, ou quando a criança é forçada a interagir com as outras).

Vale sempre lembrar que  é essencial saber a distinção entre esses sintomas em sua criança da mera timidez ou traços de uma personalidade mais introspectiva. Ademais, ignorar esses sintomas, ou então tratá-los com indiferença, como se fossem “frescura”, certamente irá piorar ainda mais a situação da criança e atrapalhar no tratamento.

Quais os graus de Autismo?

Existem três graus diferentes do autismo, sendo eles:

O primeiro nível, que é o menos grave, no qual a criança pode apresentar algumas dificuldades para interagir socialmente, no entanto sem prejuízo de comunicação, cuja funcionalidade irá depender da relação que a criança tem com a pessoa que está interagindo. Alguns outros traços de comportamento incluem inflexibilidade, dificuldades para estudar, dificuldade de planejamento e desorganização geral.

O segundo nível já traz alguns sintomas mais graves. A criança com autismo desse grau apresenta mais dificuldades para interagir socialmente, e não consegue interagir mesmo quando recebe apoio. Seu comportamento é ainda mais inflexível. As crianças com autismo nesse grau não lidam bem com mudanças que vão contra seus sistemas de organização pessoal. Além disso, costumam apresentar repetições mais frequente em seus comportamentos.

Já o terceiro grau é o mais grave desse espectro. Nesse grau de autismo, a criança tem sua comunicabilidade totalmente prejudicada. Essas crianças vivem de forma isolada das outras, abominam contato físico e tem um comportamento extremamente repetitivo.

Como é feito o tratamento do autismo?

Primeiramente, tudo de inicia pelo respeito à condição da criança. O tratamento não progredirá se for feito baseado em preconceito e ignorância. É fundamental respeitar a maneira de ver as coisas de seu filho ou filha autista. Caso ele/ela evite contato físico, é melhor não insistir, pois isso poderá agravar ainda mais a interatividade social da criança. Procure aceitar as orientações médicas de coração aberto, acompanhando sempre o tratamento de perto e colocando em prática tudo o que o profissional de saúde solicitar, de modo a criar um vínculo saudável com a criança. Dessa forma a criança também irá criar um vínculo saudável com a sociedade.

Antes de mais nada, é preciso entender que o autismo se manifesta de maneiras diferentes em cada indivíduo. Cada criança autista, portanto, tem um jeito de interagir e de se comunicar com as pessoas e o mundo ao seu redor. É muito importante que os pais se empenhem para entender esse comportamento em sua criança, para que possam ter uma boa relação com ela.

É muito importante destacar a seguinte informação: autismo não tem cura. O tratamento, no entanto, visa atacar os principais sintomas dessa doença e diminuí-los na medida do possível. A intervenção médica é principalmente psicológica, valendo-se cada vez menos de remédios à medida que o tratamento for progredindo. Outro ponto que é bem importante frisar é que os pais também devem fazer acompanhamento psicológico, tanto quanto a criança. Para que possam aprender a lidar com a situação da forma mais apropriada.

Confira o vídeo a seguir, relacionado a esse tema, para aprender ainda mais:

 

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